terça-feira, 7 de setembro de 2010

Conto

primeira parte do conto ;D - demorei a postar porque fiquei com preguiça :D

-

É sempre o mesmo pesadelo. Um quarto escuro no qual existe uma porta para outro cômodo. Ouço vozes do outro lado, parecem estar discutindo, estou apenas com meu revolver na mão, abro a porta e grito “policia” mas só da tempo de ouvir um disparo, não da minha arma, e sim a dos bandidos que eu estava procurando. Caio no chão, a dor é surreal, a bala só acertou meu ombro esquerdo mas parece estar queimando por dentro. A dor é tão grande que tenho vontade de fechar os olhos e não torna-los a abrir. Mas estava ali para realizar uma tarefa, e não tinha chegado tão longe para morrer no chão de um barraco no Rio de Janeiro, sempre pensei que minha morte seria algo heróico, daquelas que passam na televisão por um bom tempo, e não uma simples morte numa favela.


Reúno forças de não sei onde e consigo empunhar meu revolver, faço mira e atiro, acerto o peito do bandido que atirou em mim, tenho tempo de ver o outro correndo para fora do quarto, arrasto-me até a porta e consigo avistar o bandido saindo da casa. Ouço um chamado, alguém grita socorro do outro lado do quarto, eu aponto a arma para aquela direção e atiro, fecho os olhos e só consigo ouvir uma palavra daquele lado do quarto “por quê?”

O despertador toca, são 10 horas da manhã, levanto e tiro a pistola Taurus que ganhei de presente no dia em que me tornei investigador, debaixo do travesseiro, levanto a pistola e encosto seu cano um pouco acima da minha orelha direita, puxo o gatilho. Apenas ouço o “click” pois a arma estava descarregada, não acredito que eu vá ter um futuro pomissor, estou afastado a um mês da policia e o dinheiro que tenho só vai conseguir pagar mais dois meses de aluguel. E mesmo assim não consigo carregar a arma e fazer esse simples “click” virar um disparo.

O telefone toca e ouço uma voz conhecida.

-Investigador Silva?-perguntou a voz.

-É só Dorisgleison Silva, não sou mais investigador.

-Tudo bem, aqui é tenente Eduardo, quero que você venha até a delegacia.

- E se eu disser que não? O senhor não é mais meu chefe.

- Eu irei mandar meus homens atrás do senhor com uma ordem de prisão por desacato a autoridade, quero você aqui em duas horas.

-Está bem!- E bati o telefone no gancho com força.

Um mês que eu tinha me demitido e o tenente Eduardo já ligara três vezes tentando me convencer a volta pra policia, porém essa foi a primeira vez que ele ordenou que eu fosse até a delegacia, achei estranho pois, voz do tenente parecia estar nervosa pelo telefone, coisa que não era comum.

O tenente tinha um grande histórico na policia, ele já servira no exército e no BOPE. Era um homem alto, forte e moreno, sua reputação deveria se uma das mais exemplares da policia do rio de janeiro. Foi ele quem me promovera a investigador, éramos amigos de infância e ele sabia que desde pequeno meu sonho era ser investigador. Porém uma coisa no tenente que sempre me amedrontou é a sua ganância, mas ele nunca tinha sido chamado a atenção por corrupção, então acredito que com o passar do tempo a ganância diminuiu.

Levantei da cama e percebi que ainda estava com a arma na mão, joguei-a no colchão e fui tomar um banho. Depois de quarenta minutos estava pronto para encontrar com o tenente. Peguei a Taurus e coloquei, dessa vez carregada, no bolso, peguei a chave do meu palio 2006 e quando me dei conta já estava chegando à delegacia. Estava refletindo sobre o pesadelo que tive aquela manhã e sobre o que acontecerá a um mês atrás.

Nenhum comentário:

Postar um comentário